A minha São Silvestre 2015

São Silvestre - Yara Achoa

Meu “red carpet” são copinhos de plástico (Fotop)

Eu gostava de ver a São Silvestre à noite. Muito tempo antes de pensar em correr, sonhava um dia fazer parte dela. Acho até que, já pensando em fazer jornalismo, desejei trabalhar na noite de 31 de dezembro, cobrindo essa corrida que fazia parte do meu imaginário, da minha celebração de ano novo. A prova foi noturna até 1990. Depois passou para a tarde. Eu comecei a correr em agosto de 2005 e me inscrevi para minha primeira São Silvestre em 2006. Uma fratura por estresse na tíbia um mês antes da prova, porém, me impediu de participar. Chorei. No ano seguinte, 2007, finalmente estava lá, realizando meu sonho, completando os 15K em 1h35m. Repeti a dose em 2010, ano da polêmica entrega da medalha antes da prova! Minha temporada de corrida havia sido muito boa e nada melhor do que fechá-la com a alegria da São Silvestre, em 1h24m. Depois dessa participação, confesso que fiquei meio desanimada. Não exatamente com a prova, não com o clima da prova, não com a muvuca da prova, mas com o que estavam fazendo com a prova, com a falta de consideração com quem realmente é o dono da festa – ou seja, o corredor. Bom, o tempo passou, curei minhas mágoas e decidi encará-la de novo em 2015.  continue lendo

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… eu fiz a São Silvestre…

Já em casa, com minha desejada medalha

Já em casa, com minha desejada medalha

Em meu relógio, marquei 1h35m. Achei muito bom, pelo calor que estava…

Nos primeiros 5 kms consegui ir em um ritmo abaixo de 6 minutos… Fechei o km 5 em 28 minutos.

Mas daí por diante, uma dor na altura da costela, possivelmente por eu estar com muita sede, me atormentou durante os próximos quilômetros.

Fui obrigada a diminuir, caindo para seis e depois mais de seis minutos por quilômetro.

Mas, no final, acho que fui muito bem. Com a temperatura acima dos 30 graus…

Foi lindo, as pessoas incentivando, as crianças torcendo, eu hipnotizada com tudo aquilo. Mais um sonho realizado.

Olhando para trás, os meses de treinamento, o esforço… só posso dizer que valeu. MUITO!

2007 passou voando. A São Silvestre do ano passado eu acompanhei como expectadora, este ano, como corredora. E quero mais. MUITO MAIS.

FELIZ 2008 PARA TODOS!!! E QUE VENHAM NOVOS DESAFIOS!!!

*** O tempo oficial da Yescom tá maluco. Vou considerar o meu relógio, que marcou 1h35m01s.

Minha colocação no geral feminino: 792 entre 2560 mulheres.

Minha colocação em minha faixa etária (40-44 anos): 140 entre 443 mulheres quarentonas.

… senti o gostinho da São Silvestre à noite…

Foi muuuuuuito legal a São Silvestre Noturna, organizada ontem (21 de dezembro) pelo pessoal da Runner Brasil, que teve por objetivo reconhecer o percurso oficial da prova, resgatar o espírito de uma corrida gratuita, popular e noturna e arrecadar brinquedos para crianças carentes, doados pelos participantes.

Encontrei vários amigos e fomos juntos por todo o percurso. A subida da Brigadeiro Luis Antônio não é a pior parte. Acho que a gente sente o cansaço mesmo no pontilhão que dá para a Avenida Duque de Caxias.

São Paulo à noite é linda, tem uma população diferente do que costumamos ver de dia… Para se ter ideia, no Viaduto do Chá tivemos a companhia de um pequeno e divertido grupo de punks, que nos acompanhou por um tempinho com seus “potentes” coturnos, rsrsrsrs.

Ah… E o melhor de tudo, descontando as paradinhas para hidratação, completei o percurso em 1h29!!!!

Agora, para ilustrar, um pouco de história da mais tradicional prova de rua do Brasil.

1925-PRIMEIRASSCorrida de São Silvestre foi inspirada em prova noturna

A São Silvestre nasceu como uma corrida noturna. A inspiração da prova veio de um evento em Paris, visto pelo jornalista Cásper Líbero em 1924. Nele, os atletas largavam à noite carregando tochas de fogo.

No ano seguinte, nasceu a São Silvestre brasileira, à qual teve largada à meia-noite do dia 31 de dezembro. Longe do gigantismo atual, poucos abnegados participaram. O vencedor foi Alfredo Gomes, que também era jogador de futebol.

Mais tradicional prova de rua do país, a São Silvestre não foi interrompida nem em 1932, ano da Revolução Constitucionalista, quando São Paulo se rebelou contra o governo de Getúlio Vargas (1930-1945), nem durante a 2ª Guerra Mundial.

Em 1945, com a participação de convidados de Uruguai e Chile, a São Silvestre ganhou status de evento internacional. Trinta anos depois, surgiu a prova feminina, que festejava o Ano Internacional da Mulher.

A tradição ruiu em 1989, quando foram promovidas várias alterações. O sentido do percurso foi invertido, a prova feminina acabou separada da masculina e a disputa passou a acontecer à tarde. Em 1991, a distância da corrida foi ampliada para 15 km.

papa_2O Santo do dia

Natural de Roma, São Silvestre foi papa e governou a Igreja de 314 a 355 d.C, ano em que morreu, exatamente no dia 31 de dezembro. A Igreja Católica escolheu esta data para canonizá-lo.

Em seu pontificado, São Silvestre estabeleceu novas bases doutrinais e disciplinares colocando a Igreja em um novo contexto social e político. Ocorreu o entrosamento entre o clero e o Estado. Com o Edito de Milão, o cristianismo passou a ser a religião oficial do Império Romano, na época governado por Constantino Magno. Com essa aliança, os cristãos puderam professar abertamente sua crença e a Igreja saiu de um período de perseguição que já se arrastava por 300 anos.

Uma das grandes realizações do papa Silvestre foi o concílio ecumênico de Nicéia, em 325, que definiu a divindade de Cristo. O curioso é que a assembléia foi convocado pelo próprio Constantino, o que mostra sua influência nos assuntos eclesiásticos. São Silvestre foi um dos primeiros santos não-mártires cultuados pela Igreja. Ele é lembrado por promover a renovação do espírito e como protetor dos seguidores mais fiéis de Cristo.

Os feitos do santo do último dia do ano em defesa da fé não param por aí. Com a ajuda do imperador, São Silvestre construiu as basílicas de São Pedro sobre o túmulo do apóstolo, a Lateranense _ que se tornou a residência dos papas _ e a de São Paulo.

Existem apenas três paróquias dedicadas a São Silvestre no Brasil. A maior delas está localizada no distrito de São Silvestre, que faz parte de Jacareí, no Vale do Paraíba (SP); as outras ficam em Viçosa (MG) e Maringá (PR).

Oração a São Silvestre

Prece da esperança pela vida nova

Deus, nosso Pai, hoje é o último dia do ano. Nós vos agradecemos todas as graças que nos concedestes através dos vossos santos. E hoje pedimos a São Silvestre que interceda a vós por nós! Perdoai as nossas faltas, o nosso pecado e dai-nos a graça da contínua conversão.

Renovai as nossas esperanças, fortalecei a nossa fé, abri a nossa mente e os nossos corações, não nos deixeis acomodar em nossas posições conquistadas, mas, como povo peregrino, caminhemos sem cessar rumo aos Novos Céus e à Nova Terra a nós prometidos. Senhor, Deus nosso Pai, que o Vosso Espírito Santo, o Dom de Jesus Ressuscitado, nos mova e nos faça clamar hoje e sempre “Abba! Pai!”

Venha a nós o vosso Reino de paz e de justiça. Renovai a face da Terra, criai no homem um coração novo!

… Natal de corredor é diferente…

papainoel

 

O meu pedido ao bom velhinho: terminar a São Silvestre entre 1h30 e 1h40.

E ter saúde e disposição para encarar uma Maratona Nacional em 2008.

… me leva para perto dos bons…

Momento tiete com grandes atletas:

EM TEMPO: uma pequena biografia de cada um desses campeões

ROBSON CAETANO: apontado como um dos homens mais rápidos do mundo, é recordista sul-americano nos 100m e 200m e mundial nos 300m. Isto sem contar a medalha de bronze em Seul, nos 200m, e as inúmeras provas internacionais que o consagraram como um dos oito melhores velocistas do mundo. Nascido em Acari (RJ), começou competindo no salto em distância, modalidade que, em 81, lhe deu o recorde sul-americano juvenil. Em 83, tornou-se a grande revelação no Pan-Americano de Caracas, aos 20 anos. Em 1996, nos Jogos de Atlanta, conquistou a medalha de bronze na prova dos “4×100”. Conquistas: bronze Olímpico nos 200m (Seul 1988) e no 4x100m (Atletas 1996); tricampeão dos 200m na Copa do Mundo (Camberra 1985, Barcelona 1989 e Havana 1992); bronze no Mundial Indoor (Indinápolis 1987); Campeão dos 200m no IAAF Grand Prix 1989; Campeão pan-americano dos 100 e 200m (Havana 1991).

MARILSON GOMES DOS SANTOS: atleta brasileiro de provas de fundo. Tem como destaque duas vitórias na tradicional Corrida de São Silvestre e a vitória na edição de 2006 da Maratona de Nova York, nos Estados Unidos. DESEMPENHO: segundo lugar  Corrida de São Silvestre 2002; vencedor Corrida de São Silvestre 2003; vencedor Corrida de São Silvestre 2005; vencedor Maratona de Nova York 2006.

FRANK CALDEIRA: treinado pelo conceituado técnico Henrique Vianna, é considerado uma das maiores revelações do atletismo nacional e um dos principais fundistas brasileiros ao lado de Vanderlei Cordeiro de Lima e Marilson Gomes dos Santos. Entre suas inúmeras conquistas, destacam-se além da Maratona de São Paulo, vitórias na Volta Internacional da Pampulha 2003, na Meia Maratona Tribuna FM Santos 2004 e o sexto lugar na Corrida Internacional de São Silvestre em 2003. Foi o grande campeão da Corrida de São Silvestre 2006.