Inspiração: Anelive Costacurta Torres

Anelive_abreA manhã de 16 de agosto de 2014 ficou marcada no mundo das corridas. Por volta das nove horas daquele sábado, um carro descontrolado, pilotado por um motorista embriagado, atropelou quatro pessoas que se exercitavam nas ruas da Cidade Universitária de São Paulo, a USP. O acidente vitimou o veterano Álvaro Teno e feriu gravemente os outros três. Entre eles estava a biomédica Anelive Costacurta Torres, mãe de dois filhos, que se preparava para sua primeira maratona. Um ano após o fatídico acontecimento, ela voltou ao esporte, recuperada, feliz e com direito a recorde pessoal nos 21K. continue lendo

Inspiração: Vanessa Borgonovi

Vanessa_finalG4aA professora Vanessa Borgonovi, 37 anos, mãe de duas meninas, se encontrou na corrida e saiu do estado de obesidade, encarando recentemente uma meia maratona. Mas ela quer mais, muito mais. Inspire-se em sua história!  continue lendo

Golden Four Asics: 21K com choro no final

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Foto: Guto Gonçalves | Estúdio13

Eu tenho treinado regularmente. Procuro fazer os três treinos semanais de corrida e mais a musculação. Ok, algumas semanas são mais complicadas, só saem dois treinos… Mas continuo na ativa. Sei que engordei um pouco (my hips don’t lie) e isso faz diferença em uma corrida – imagine carregar uns três quilos a mais por quilômetros.Pois bem. Domingo teve a Golden Four Asics. 21K em percurso rápido. A ideia era fazer sub duas horas – visto que a Mizuno Half Marathon, em junho, fechei em 1h57m. Sem querer justificar, mas já justificando (pra mim mesma), além do peso sobressalente, tive uma semana atribulada e dormi pouco na véspera da prova. Uns dias antes, brinquei que minha estratégia seria sair correndo, correndo, como uma louca, desesperada. “Se quebrar, quebrei; se não quebrar, quebro meu recorde”, foi o bordão que usei. continue lendo

It’s runderful!

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Eu já corri mais de 20 meias maratonas – mas poucas abaixo de 2 horas (a melhor foi 1h52, no Rio, em 2010). E uns dois meses atrás, já tendo desistido de correr maratona no primeiro semestre, me inscrevi para a Mizuno Half Marathon. Só que estava meio desanimada com a vida. Então, conversando com a Fe – minha amiga-irmã da corrida – surgiu a ideia de corrermos a prova para fazer um bom tempo (se possível o melhor da vida) e termos uma motivação extra para treinar. Assim surgiu o ‪#‎projetomeialoka. Muitos WhatsApp, cálculos, treinos e risadas depois, lá fomos nós, no último domingo, para corrermos como se não houvesse amanhã… continue lendo

Lisboa: uma meia maratona com cara de maratona

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Sempre é bom treinar. As oportunidades aparecem. E foi assim que aconteceu com a 25ª Meia Maratona de Lisboa. Comecei a programar uma viagem à capital portuguesa com minha mãe e vi que a época que iríamos coincidia com a Meia. Fiquei com vontade de correr. Só precisava dar um jeito de me inscrever – e consegui graças à prestativa organização. continue lendo

… Mizuno UpHill Marathon, as primeiras lágrimas…

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Foto: Marcelo Machado

Eu sabia que a Mizuno UpHill Marathon, a primeira maratona de subida do Brasil, ia ser especial. E me sentia para lá de orgulhosa de fazer parte do time de 50 selecionados para participar.

Da sondagem inicial, ao convite propriamente dito, passando depois pelo congresso técnico em São Paulo, tudo levava a crer que seria uma grande e emocionante corrida.

Mas o melhor ainda estava por vir, claro. Reunidos no embarque para Criciúma (SC) éramos um misto de colegiais indo para a excursão de final de ano da escola com soldados partindo para uma missão importante. Brilho nos olhos, lembranças de outras corridas, troca de informações, conselhos, camaradagem, risadas. Como estávamos felizes…

Já no hotel, com o “uniforme de guerra” sobre a cama, fomos convocados para uma última explanação sobre a batalha do dia seguinte. O marechal Rogerio Barenco e seus fiéis escudeiros da Mizuno destacaram os generais Clayton Conservani e Bernardo Fonseca para as últimas orientações. Atletas, jornalistas e excelentes contadores de histórias eles nos envolveram em um clima que é difícil descrever. Relataram algumas de suas experiências da série Planeta Extremo – como as Ultramaratonas do Polo Norte e do Deserto do Saara – e colocaram em nossa cabeça que “não terminar a UpHill não era uma opção!”

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Caramba… E se eu não aguentar? E se acontecer algum problema e eu tiver que parar? Muitos amigos mandaram mensagens dizendo que estavam torcendo por mim, me chamando de guerreira… Eu não sou tudo isso que pensam de mim… E se não der? Ai, meu Deus… Todos esses pensamentos revirando em minha cabeça, ao mesmo tempo em que as palavras do Bernardo e do Clayton me enchiam de coragem.

A sensibilidade já estava a flor da pele. Foi então que, no encerramento da palestra, eles apresentaram um último vídeo, com pessoas desejando boa prova aos participantes, como aquele “Arquivo Confidencial” do Faustão, rsrs. Mas minha ficha só caiu quando reconheci aqueles três figuras – Guto, Antônio e Joaquim (que também representavam a Fernanda):

Joaquim – Yara, boa sorte pra você!
Antônio – Vai, mãe!
Guto – Boa sorte meu amor!
Todos – Eu quero, eu posso, eu vou, aeeeeeeeee!

Eu ria e chorava ao mesmo tempo. Porque quando eu falo de corrida em casa (e eu falo muito), muitas vezes eles brincam comigo dizendo “lá vem ela com esse papo de ‘eu quero, eu posso, eu vou’”, rsrs.  Eu sei que devo encher a paciência deles por gostar tanto de corrida. Mas sei que também posso contar com eles, que são parceiros pra caramba!

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Já no quarto, ao abrir minha mala, ainda encontro um bilhete deixado por minha filha:

– Mami, Boa viagem! Arrasa na corrida. Torço por você, sempre! Beijo, Fê.

Fui dormir pensando em tudo o que tinha ouvido. Era só mais uma corrida. Mas era “a” corrida. Muita gente vibrando por mim de um jeito que eu nunca imaginei. E o medo de não corresponder a tanta expectativa?

No dia seguinte a Serra do Rio do Rastro me aguardava, com uma experiência única.

Logo mais, a segunda parte. Aguarde!

… completei minha sexta Meia Maratona…

Guariba1Este ano foi a quarta: a primeira em SP (março); a segunda no Rio (junho); a terceira em São Bernardo do Campo (agosto) e a agora em Guariba, interior de SP.

Além dessas provas, completei uma Maratona (Porto Alegre, em maio) e pelo menos três corridas de 10 K (Cidade de SP, em janeiro; Circuito das Estações, junho; Nike, agosto). Fazendo as contas, só em competições, rodei a impressionante marca de 156 km!

Tomando como base 6 minutos por km (faço um pouco menos, mas para facilitar o cálculo vou deixar 6), foram 936 minutos ou mais de 15 horas correndo pra valer!!!

Mas quero contar o quanto foi legal a XXV Meia Maratona Rústica de Guariba – prova comemorativa dos 113 anos da cidade. 

Tudo começou com um email que recebi da Runner Brasil, falando da corrida. O que me chamou a atenção foi o estilo da prova: 3 Km pelas ruas da cidade em direção ao setor rural, percorrendo 15 Km por estradas de terra, voltando ao perímetro urbano percorrendo mais 3Km 100 metros até o ponto de chegada.

Vi que a cidade ficava a pouco mais de 300 km de São Paulo – longe, mas nem tanto. Cheguei a comentar com o Tomaz, da Contra Relógio, que participaria da prova e ele disse que eu me sentiria como a Maria Zeferina Baldaia correndo entre os canaviais. Fiquei ainda mais empolgada.

E valeu muito. A cidade é pequena, mas uma graça. Fiquei hospedada no Hotel Varanda, com uma calorosa recepção do Sr. Isauro – uma figura!

De manhã cedo, só corredores tomando café da manhã. Tudo pronto, fui para a largada, que ficava a uns 10 minutos do hotel e fui trotando para aquecer. Sorte que o dia amanheceu nublado, com um pequeno chuvisco, pois a temperatura local até uns dias atrás beirava os 35 graus.

A retirada do kit era feita na hora, tudo sem complicação. OK, a prova era pequena, com cerca de 800 inscritos.

Adorei o clima acolhedor do local, com a essência do corredor, aquele que gosta de correr de verdade, independente de ter treinador, tênis e roupa de marca. Aliás, era raro ver grifes esportivas ali.

A gente que está acostumado a grandes provas, a largar em blocos, de acordo com o ritmo que se pretende correr, se diverte com uma corrida como a de Guariba.

No palco, o mestre de cerimônia pedia que as mulheres se posicionassem à frente dos homens para a largada. E uma vez tudo mais ou menos organizado, um cara deu a largada gritando assim: “valendo!”

Saímos. Foram 3 rápidos kms pela cidade. Daí entramos na zona rural. Uma verdadeira viagem de 15 km pelas plantações de cana de açúcar. Um silêncio, uma paz, natureza a perder de vista. E uma vez mais agradecemos pelo frescor da manhã – já imaginou esse caminho debaixo de sol forte?

Um percurso difícil, com algumas subidas puxadas e, no final, com um trecho chamado de “tobogã” – devido a seu sobe e desce.

No meio do caminho, algumas conversas com grandes corredores – eu adoro esse contato. A maioria de cidades da região – ninguém de São Paulo.

Lá pelo km 12, passei a conversar com o senhor Divaldo – 60 anos, firme e forte, que me contou sua história. “Eu estar aqui hoje é um milagre. Tenho 40 anos de atletismo, mas fui atropelado em março e pensei que nunca mais ia andar, quanto mais correr. Hoje o que eu quero é completar a corrida, até porque vou ser homenageado por ter participado de todas as edições da prova, desde seu início”. Ele não só completou, como completou muito bem, abaixo de duas horas – bem na minha frente.

O papo com o sr. Divaldo rolou acho que até o km 15, quando me empolguei conversando com outro corredor – maratonista de São José do Rio Preto. Isso até chegar o “tobogã”. Eles seguiram e eu fui ficando, sendo alcançada e ultrapassada por uma corredora de Bauru.

Nos três últimos kms voltamos a rodar na cidade. Algumas pessoas nos assistindo. Às vezes eu acenava para elas e recebia um sorriso de volta.

Quando eu e uma outra corredora passamos por uma rua, um garoto disse: “Por serem mulheres, vocês estão muito bem”. Mais adiante, um grupo de crianças gritou: “Vai tia, vai”.

Na reta final, peguei “carona” na companhia de um guarda civil corredor de Guariba – pai de três filhos e orgulhoso por seu caçula também gostar de corrida. Cruzamos a chegada quase juntos.

Completei a XXV Meia Maratona de Gariba em 2h02m. E ficou o gostinho de quero mais. ADOREI e recomendo a todos que queiram fazer uma prova diferente.

… cheguei em primeiro lugar…

Com o grupo Widex

Com o grupo Widex

Calma, foi na categoria jornalista / feminino na Meia Maratona do Rio de Janeiro, no último domingo.

Adoro a Meia Maratona do Rio. Fiz de tudo para estar lá. Mas como falei no post anterior, não tinha idéia do que ia rolar, porque não havia me preparado especialmente para a prova. Fui para fazer em 2h06m.

Chegando lá, na empolgação e lembrando o que meu treinador sempre diz, resolvi me soltar. Nos nove primeiros quilômetros estava correndo com “atitude conservadora”, ou seja, me “preservando” fazendo abaixo de 6 minutos por km, mas não muito abaixo.

Fechei os 10 km com 58 minutos e pensei: “quer saber, vou arriscar e apertar um pouco mais”. E fui. Fiz a segunda metade da prova melhor do que a primeira.

Recebendo meu prêmio

Recebendo meu prêmio

E o melhor: fechei a Meia Maratona com 1h59m31s. Meu recorde em provas com a distância de 21 K.

Na categoria geral / feminino fiquei na colocação de número 192 de 943 que completaram.

Cheguei, estava comemorando com os amigos, quando o Tomaz, o editor da Contra Relógio, me chamou na área vip da Asics (patrocinadora do evento) e disse que eu ia ganhar um prêmio na categoria “jornalistas convidados”. Tanto o primeiro lugar masculino, quanto o feminino ganharam um tênis. Eu fui a primeira entre as mulheres. Fiquei feliz!

… faltam 30 dias para minha primeira maratona…

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Reta final… 30 dias… 4 semanas…

Não vejo a hora de colocar em prática todo meu treinamento.

Fico lembrando de como tudo começou. Do sonho, ao desejo, passando para o planejamento, o treinamento em si, colhendo agora os resultados.

Falta pouco. E vai dar tudo certo.

… faltam 77 dias para minha primeira maratona…

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Ontem, 9 de março, foi um dia muito especial. Corri minha terceira Meia Maratona, desta vez na minha cidade. Fui para a prova com aquela ansiedade básica que a gente sente diante de uma prova mais longa, mas me sentindo bem.  

Segui um ritmo confortável e estável durante todo o percurso. Tanto que o previsto era para eu completar em 2h06m – seis minutos por quilômetro, mas cheguei com 2h03m24s – menos de seis por quilômetro. Fiquei tão feliz! Já é meu recorde pessoal em Meia Maratona: 02:03:24.

Larguei na minha, sem me “deslumbrar” com a performance, pois se eu apertasse nos 10 primeiros K, poderia ter problemas lá na frente. Fechei os 10 k com 56m.

Ao completar a primeira volta, chegando no Pacaembu, bem quando eu passava pela metade da corrida, ao lado do pórtico, o Vanderlei Cordeiro concluía a prova. Foi lindo assistir sua chegada.

Aliás, foi emocionante ver quenianos e brasileiros de elite durante o percurso, porque como são duas voltas – saindo do Pacaembu, passando pelo Minhocão – e eles tiram uma volta de vantagem sobre nós pobres mortais, a gente assiste a disputa ali, de pertinho.

 Bom… Cheguei bem, sorrindo, feliz para o abraço. Foi D-E-M-A-I-S!!!