Nasce uma ciclista

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Foto: Guto Gonçalves | Estúdio13 @estudio13

O blog chama Eu Corro Porque… Mas em algum lugar eu escrevi u um complemento que avisa: corridas e algo mais. E é sobre esse algo mais – especificamente uma nova paixão, a bike – que vou falar nos próximos dias. Quem só gosta de corrida e não está a fim de ler nada sobre bicicleta, peço que retorne daqui alguns dias. Mas gostaria que ficasse, que experimentasse as pílulas de felicidade que a bike tem me proporcionado.

No post anterior eu expliquei como a bike sempre esteve perto de mim e falei dos nossos flertes ao longo da vida. Agora vou contar um pouco como a paixão explodiu e vem provocando uma revolução do bem na minha vida nos últimos tempos.

Desde o início de setembro, por conta da cicloviagem que vou fazer, passei a pedalar religiosamente às sextas-feiras cedo na Ciclovia do Rio Pinheiros, com o Pelotão Ciclofemini da minha amiga Claudia Franco. Cheguei como uma corredora montada em uma bicicleta. Tirando o capacete – que é um capacete bacana mesmo –, eu não tinha nada de ciclista: não tinha jersey (aquela camisa que os ciclistas usam) , não tinha bermuda, não tinha sapatilha, não tinha óculos, não tinha ciclocomputador pra marcar a velocidade, não tinha bicicleta adequada (somente a minha velha e boa MTB de andar na rua, sem qualquer acessório top), não conhecia o vocabulário do esporte (não sabia o que era bretele, aumentar o giro, clipar – até já tinha ouvido falar, mas essas palavras nunca fizeram parte das minhas conversas), nem me passava pela cabeça fazer um bike fit (pra mim, era coisa de atleta top)… A única coisa que tinha – e muito – era vontade de aprender algo novo.

E a cada sexta-feira eu ia lá, com sol ou chuva. Sempre aprendendo alguma coisa, prestando atenção nos movimentos, nos papos, querendo fazer parte desse novo mundo. E me esforçava para poder acompanhar as meninas. Muitas e muitas vezes – pra não dizer todas, kkkk – eu ficava na cauda do cometa do Pelotão, como diz o Marcello, namorado da Cláudia.

Mas em nenhum momento rolava competição, cobrança. Ali, no grupo, só recebia incentivo, acolhimento, energia boa. Pode ser que alguns ciclistas mais experientes que estão sempre voando pela ciclovia, com suas bikes e roupas tops, tenham olhado pra mim algumas vezes e disparado um “coitada, olha como ela vem pedalar…” Mas eu nunca fiquei com vergonha de ir fazer meu treino, com o que eu tinha, com o que estava a meu alcance.

Ok, em certos momentos deu pânico, achei que nunca ia evoluir, que mesmo com uma bicicleta boa não daria para acompanhar as meninas… Tive a impressão de que eu não tinha nascido para pedalar – mas também já pensei isso sobre a corrida (e se passaram 10 prazerosos anos correndo).

Não sei exatamente quando comecei a me sentir uma “ciclista de verdade” – não sei se foi no dia que troquei o pedal da bike para poder usar a sapatilha, se foi no dia que fiz meu bike fit (aliás, foi tão legal, com a equipe maravilhosa da Pedal Power), se foi no dia que cai porque não consegui desclipar ou se foi no dia que eu vesti pela primeira vez um jersey…

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Ao mesmo tempo que a mudança externa começava a acontecer – eu já tinha sapatilha, já sabia o que era e até tinha um bretele e uma camisa (tudo Specialized), ganhei um óculos liiindo e próprio para ciclismo (da Oakley) e ainda vou ganhar um ciclocomputador (da Acte Sports) – , algo dentro de mim também ia mudando. Passei a me sentir mais confiante, mais forte, mais destemida.

Senti uma evolução grande também com as aulas indoor que passei a fazer no Studio Velocity. Aliás, quero abrir um pequeno parênteses para falar da aula de hoje, com a Ana Paula Simões, às sete da manhã. Foi uma coisa do outro mundo. Sério mesmo. Fui para outra dimensão! Parece papo de maluco, mas senti uma energia tão grande… Uma conexão com o Universo… Tipo o “estado flow”, que eu já experimentei algumas vezes na corrida também.

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Ana Paula Simões @tudocertopontocom | Foto Paula Pirozzi @paulapirozzifotografia

Sai de lá tão leve, me sentindo tão bem, entendendo que o Universo está me ajudando e tendo certeza de que as melhores coisas estão prestes a acontecer.

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Ana Paula Simões @tudocertopontocom | Foto Paula Pirozzi @paulapirozzifotografia

Depois da Velocity ainda fui a uma “ciclo reunião” com a Claudia, na ciclovia, para falar de trabalho. Tudo fluindo de uma maneira tão mágica…

ciclista bike (2)

Pode ser que eu seja a última romântica (bom, pisciano é assim mesmo, se entrega, se apaixona, viaja nos sentimentos), uma criança descobrindo um mundo encantado. Mas a bike entrou na minha vida de uma maneira especial. Veio para ficar, para somar à corrida e ao meu dia a dia.

Sinto o friozinho na barriga, mas acho que estou preparada para a nossa cicloviagem que começa na sexta, dia 20. No próximo post vou falar mais sobre nosso roteiro e sobre todo o apoio que estamos recebendo.

ciclista bike (7)

Foto: Claudia Franco @ciclofemini

Acompanhe aqui pelo blog e pelas redes sociais tudo o que vai rolar na nossa #DoceEvoTrip

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Uma resposta em “Nasce uma ciclista

  1. Pingback: Ciclofemini | Behind the Scenes – por Claudia Franco

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