Acroyoga: yoga, acrobacia, massagem thai e você em forma!

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A modalidade – praticada por celebridades como Gisele Bundchen, Grazi Massafera e Izabel Goulart – é desafiadora e lúdica e traz benefícios como consciência corporal, flexibilidade, força, relaxamento e até aumento da confiança. E melhor: pode ser feita por qualquer pessoa, independente de nível de condicionamento e técnica.

Junte as asanas do ioga com movimentos acrobáticos e adicione uma pitada de massagem thai. Pronto: você tem o acroyoga, modalidade que busca trabalhar corpo e mente de forma dinâmica, interativa, desafiadora e lúdica. Inovadora, a prática conquistou uma legião de fãs. A top Gisele Bundchen adora – faz inclusive com a filha, Vivian, de dois anos. Celebridades como Grazi Massafera e Izabel Goulart também são adeptas. Mas, ao contrário do que possa parecer, mesmo envolvendo posturas ousadas e que sugerem flexibilidade e equilíbrio, não é uma atividade destinada a experts. Todo mundo pode fazer, independente de histórico anterior de ioga e de condicionamento físico. “Não há pré-requisitos e contraindicações. É muito mais fácil e simples do que se imagina. Pessoas de diferentes idades, formações, flexibilidades e forças começam a praticar e conseguem se desenvolver, cada um em seu ritmo”, garante o instrutor de acroyoga Bruno Garrote, de São Paulo.

Há posturas e séries básicas, bem como mais avançadas. “O interessante é observar o quão rapidamente, com segurança e calma, as pessoas vão se soltando. Exercitar-se interagindo com o outro cria um vínculo especial e faz o progresso ser mais intenso e divertido”, completa o especialista. 

acroyoga (4)COMO FUNCIONA
Os principais pontos para o acroyoga fluir são a entrega e a confiança. “Sem isso, nada acontece”, observa o educador físico e professor de ioga Paulo Junqueira, da rede de academias Bodytech.

Com uma canga estendida no chão – em um gramado, em um parque, é muito mais agradável –, a sessão começa com movimentações das articulações de punhos e ombros e pequenos saltos e rolamentos, para o corpo ir aquecendo.

Já a execução dos movimentos envolve três figuras: a base, o voador e o cuidador (ou anjinho). A base é como uma extensão do chão: deitada, com as pernas para cima, formando um ângulo de 90 graus, ela apoia o voador normalmente com os pés e as mãos. O voador fica suspenso – mantendo o corpo firme, com músculos ativos mas sem tensão – e executa uma série de manobras, enquanto o cuidador/anjinho auxilia na segurança da dupla, principalmente para posturas mais desafiadoras. “A figura do cuidador não é essencial, mas faz toda a diferença para iniciantes e para exercícios mais avançados. Geralmente quem assume esse papel é o próprio instrutor ou alunos mais experientes”, explica Garrote. São trabalhadas diferentes posturas, em um jogo de encaixe, de peso e contrapeso, buscando pontos de apoio e equilíbrio no corpo um do outro.  

A aula exige muita concentração – é preciso estar presente de fato, atento à respiração, aos movimentos, aos encaixes e a qualquer desconforto que possa surgir. Medo de cair? Sim, acontece. Mas aos poucos, com a base oferecendo toda a segurança, tudo flui de maneira tranquila. “No acroyoga todo movimento corporal também é um movimento nas emoções e na mente. Os medos e as dificuldades do início transformam-se em diversão e em estímulos para se superar limites físicos e emocionais”, analisa Garrote.

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OS BENEFÍCIOS
Fortalecimento muscular – a modalidade trabalha especialmente pernas, glúteos, abdômen e braços. E com isso seu corpo todo se mantém firme, bonito e condicionado.

Aumento da flexibilidade – o exercício vai além do alongamento, valendo-se da suspensão para o desenvolvimento de sua elasticidade.

Expansão da consciência corporal – aprende-se a gastar menos energia para realizar movimentos mais complexos, trabalhando conjuntamente posturas de equilíbrio e isometria.

Relaxamento – antes, durante e ao final da sessão, são aplicadas técnicas de massagem thai tanto para o relaxamento de tensões, quanto para o desbloqueio de energias presentes no corpo.

Trabalha o desapego, a entrega e a confiança – como ninguém está no controle e um depende do outro, os vínculos são fortalecidos. Essa troca, segundo os especialistas, é o que potencializa o desenvolvimento de ambos durante a prática.  

Amplia o jeito de se comunicar e a concentração – a interação corporal melhora a maneira de sentir e entender a outra pessoa, até mesmo sem palavras. A atenção vai além dos sinais verbais. E experimenta-se viver o presente, sem distrações.

Desenvolve novas formas de prazer – com o aumento da consciência corporal, o esforço físico dá espaço à satisfação pelo desafio vencido e também à serenidade. A sensação é de conquista, liberdade e plenitude.

PEQUENOS CUIDADOS
Assim como em qualquer atividade física, existirão posturas que um iniciante não conseguirá realizar – mas existirão outras tantas que ele fará já nas primeiras aulas. Fique atento, porém, para realizar os movimentos e aperfeiçoamentos com alguém que possua experiência e conhecimento para que seja um exercício desafiador e seguro. “O principal é que o instrutor tenha vivência na prática e especialização em acroyoga – e preferencialmente seja um educador físico”, observa Junqueira.

Em relação à roupa, é importante que o voador não use peças muito soltas para evitar que os pés e as mãos da base fiquem presos ou enganchem. “Mas como base e voador podem trocar de funções durante a aula, o indicado é que todos estejam com roupas mais justas e sem bolsos”, orienta Garrote.

Como é uma prática em que se podem variar os papéis e as possibilidades de movimentos são múltiplas, é possível praticar todos os dias, alternando o trabalho dos grupos musculares. Porém, praticar acroyoga uma vez por semana já traz benefícios físicos e emocionais.

Atualmente o acroyoga é praticado por pequenos grupos, em estúdios ou parques.

EU TESTEI
Experimentei uma aula de AcroYoga com o professor Bruno Garrote em uma ensolarada manhã de sábado, no Parque da Aclimação, em São Paulo. Já tinha conversado com ele para fazer a matéria e com uma amiga que também havia testado a modalidade. Sabia que seria preciso estar disposta a interagir com o outro, se entregar, confiar e experimentar movimentos diferentes e inusitados. Para começar, o Bruno explicou uma série de movimentos e fez um aquecimento.para as articulações de punhos e ombros. Logo estávamos começando a aula propriamente dita – eu no papel de voadora e ele de base. Claro que dá um medinho no início. Mas lembrava o tempo todo da palavra “confiança”. Aos poucos fui me soltando e o professor me levando a posturas que nunca imaginei que pudesse fazer – muito mais uma questão de jeito do que de força. É uma sensação incrível você se descobrir capaz de fazer coisas novas, de vencer o medo, de ir um pouco além do que está acostumada. No final, ele me fez experimentar também ficar na posição de base. Ou seja, eu deitada sustentando outra moça com as pernas e pés, o que achei bem mais difícil. Claro que o Bruno ficou ao lado, ajudando o tempo todo. Foi uma das modalidades mais legais que experimentei nos últimos tempos. Sai de lá com a sensação de esforço físico e leveza de espírito. Adorei!

Se quiser saber mais sobre a AcroYoga, tem um grupo no facebook que sempre troca informações sobre o tema e organiza encontros para a prática. É só acessar aqui: AcroYoga Praticar_SP.

(Por Yara Achôa – matéria originalmente publicada na revista One Health Magazine e editada com atualizações)

 

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