Correr faz muito bem às mulheres

Foto: Guto Gonçalves / Estúdio13 / Instagram @estudio13

Foto: Guto Gonçalves / Estúdio13 / Instagram @estudio13

O movimento de corredores pelos parques e ruas de todo o país é visivelmente crescente. As mulheres, em especial, têm ajudado a aumentar esse contingente. O perfil das corredoras é bastante amplo – reúne todas as faixas etárias e classes sociais. Não é à toa. O esporte vai além de perda de peso e definição do corpo: promove bem-estar geral, eleva a autoestima e estimula a superação.

Muitas se aproximam da corrida buscando perder peso ou manter a forma. E com um pouco de dedicação, o objetivo é logo alcançado. “Afinal, é uma excelente atividade aeróbica e promove grande queima calórica”, diz o treinador Marcos Paulo Reis, diretor da MPR Assessoria Esportiva, de São Paulo.

Para ele, a mulher possui ainda uma característica muito importante que a faz se destacar: a determinação. “Logo ela está avançando nas distâncias e melhorando seus tempos. Como não se fortalecer com isso? Essa garra a mulher acaba levando para outras situações da sua vida”, garante o treinador.

“Os maiores desafios ao começar a correr são: ir além dos primeiros passos e conciliar filhos, obrigações domésticas, trabalho e cobranças”, diz a treinadora Eliana Reinert, técnica de atletismo do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, que também comanda o Projeto Correr. “As mulheres têm solicitações, expectativas e objetivos diferentes dos homens. Precisam de um olhar e um treinamento diferenciado”.

Mas apesar de ser uma atividade simples e prática, é bom ter alguns cuidados no início. “Devido a uma predisposição maior a osteoporose, a mulher deve fazer uma adaptação mais prolongada que a do homem no esporte. É importante também ficar atenta ao vestuário, usando um bom top para que, literalmente, não sinta o peso dos seios. Por fim, é indicado aliar a corrida com exercícios de fortalecimento”, explica Luciana Toscano, diretora técnica da assessoria esportiva Equipe Toscano, do Rio de Janeiro.

Correr faz muito bem às mulheres. Alguns dilemas, porém, podem deixá-las inseguras na hora de calçar o tênis. Não há o que temer. A seguir, especialistas derrubam os mitos em relação ao esporte.

Correr acelera o envelhecimento?
Não. O exercício aeróbico irriga a pele e aumenta o tônus muscular, melhorando o aspecto da pele. Estudos provam que o sedentarismo, sim, colabora com envelhecimento. “A corrida realizada de forma equilibrada e aliada a boa alimentação e ao descanso só traz benefícios”, ressalta a treinadora Eliana Reinert.

Corrida faz seios e bumbum caírem?
Não. Ao começar a correr, você queima gordura corporal e diminui suas medidas. Algumas vezes, devido ao excesso de pele, isso pode dar a impressão de flacidez. Por isso é essencial complementar o trabalho aeróbico com musculação. É importante ainda usar vestuário adequado – um top reforçado que permita boa sustentação e tênis de acordo com a pisada.

Menstruação é empecilho para a corrida?
Geralmente não. Mas a performance costuma cair em torno de 30% no período. A orientação, portanto, é correr em ritmo leve, no máximo por 40 minutos. Se você conseguir ultrapassar o obstáculo do desconforto inicial, tudo fica bem.

Grávida pode correr?
Como a corrida causa impacto, a atividade só pode ser liberada nesse período pelo médico de confiança da mulher. É importante respeitar seus limites, não exagerar na dose e sentir-se bem com a prática.

Corrida é indicada na menopausa?
Sim, é uma atividade saudável e prazerosa em qualquer fase da vida. “Sabe-se que a cada ciclo de sete anos e principalmente após os 35 anos, a mulher precisa de mais atividade física”, diz Eliana Reinert. Na fase da menopausa e mais adiante, na terceira idade, o impacto da corrida, inclusive, ajuda a fortalecer os ossos e deixar a musculatura mais firme. Também pode diminuir os riscos de depressão, tanto pela produção de hormônios do bem-estar, como pelo aspecto social do esporte. E mais: a corrida resgata uma capacidade que muitas vezes estava esquecida pela mulher, representa um resgate de energia e motivação.

Corrida pode provocar incontinência urinária?
Não. Só se a mulher tiver predisposição. O impacto, em si, não vai desencadear o quadro.

Correr estimula a libido?
Sim. Além da produção de hormônios do bem-estar, que continuam agindo por algum tempo após a prática esportiva, a corrida renova a energia feminina, ajuda a mulher a conhecer, entender e respeitar melhor seu corpo. “Tudo isso contribui para elevar a auto-estima e, consequentemente, estimular a libido”, argumenta a treinadora Eliana Reinert.

Três dicas para a mulher que quer começar a correr…
Buscar orientação especializada, realizar exames médicos e ser perseverante, colocando objetivos viáveis a médio e longo prazo.

(Por Yara Achôa – matéria originalmente publicada no canal Saúde do portal iG e editada com atualizações) 

Anúncios

p o d e_f a l a r

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s