Inspiração – Liège Gautério

Foto: Edu Andrade/ Folhapress (reprodução)

Foto: Edu Andrade/ Folhapress (reprodução)

No ano passado, quando eu trabalhava na redação da BOA FORMA, recebi um e-mail da educadora física Liège Pereira Gautério, de Porto Alegre (RS), com uma história inspiradora. Esportista desde sempre, ela passou por situações delicadas de saúde e teve até de se submeter a um transplante de pulmão. Na época, fiz uma matéria com ela na revista e, desde então, tenho acompanhado suas conquistas. Vem ver que garra a da LIÈGE…

atletismo 1Desde pequena, a educadora física Liège Pereira Gautério, de Porto Alegre (RS), foi cheia de energia: fez balé clássico, ginástica aeróbica, musculação, street dance e atletismo.

Até que descobriu um sério problema de saúde. “Em 2003 tive um pneumotórax espontâneo (quando uma bolha do pulmão estoura). Passei por uma cirurgia e, a partir daí, começaram as investigações. Nesse mesmo ano tive o diagnóstico de fibrose pulmonar por sensibilidade, uma doença progressiva e sem cura”, conta. Ainda assim, enquanto tinha fôlego, realizava seus treinos de musculação e dava suas corridinhas.

A partir de 2009 começou a sentir dificuldade para subir escadas e correr e pedalar. Ela reduziu o ritmo esportivo, mas não abriu mão de dar suas aulas. No início de 2011 a coisa apertou e até escovar os dentes passou a ser uma atividade cansativa. Sua salvação seria um transplante de pulmão – e ela entrou em uma fila de espera.

Enquanto aguardava, passou a usar oxigênio 24 horas por dia. “Tive de adquirir um concentrador portátil para poder me deslocar, já que estava no último semestre da educação física.” Em 28 de setembro daquele ano recebeu a ligação de que havia um possível doador. “É muito importante que a pessoa manifeste em vida o desejo de ser doador, para essa difícil decisão não ficar nas mãos dos familiares em uma hora tão delicada”, diz.

bloco 2

Transplantada, sua vida ganhou novo fôlego. Em menos de 20 dias já estava em casa, após três meses voltou ao trabalho e, no quarto mês, fez sua primeira aula de hip hop. “Foi emocionante sentir que meu corpo respondia aos comandos como antes”, lembra. Hoje, Liège leva uma vida normal e até participou dos Jogos Mundiais de Transplantados em Mar Del Plata, na Argentina, um grande sonho realizado. Levou duas medalhas: ouro nos 100 m e prata nos 200 m.

“Nossos pulmões foram feitos para funcionar, respirar, viver!”, vibra.

(Por Yara Achôa – matéria originalmente publicada na revista Boa Forma/2014 e editada com atualizações)

Tem uma história inspiradora no esporte? Adoro! Me escreva: yara.achoa@uol.com.br.

Anúncios

p o d e_f a l a r

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s