Mahamudra: crossfit, ioga, pilates, artes marciais, meditação

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Foto: Lu Cristhovam

Uma galera com abdômen incrível, braços definidíssimos, fazendo exercícios intensos ao ar livre: foi o que vi acessando as redes sociais do Mahamudra Brasil. Logo percebi que se tratava de uma nova sensação no mundo fitness. Procurei o idealizador do método, César Curti, que explicou que teve a ideia após experimentar várias atividades físicas e perceber que poderia unir o melhor de cada uma delas.

“É uma mistura de crossfit, ioga, pilates, artes marciais e meditação. Como cada modalidade enfatiza uma determinada capacidade física, resolvi integrá-las, visando um desenvolvimento mais completo. Trabalhamos força, resistência, consciência corporal, agilidade e flexibilidade, não só para ter um corpo bonito, como também qualidade de vida e paz de espírito”, explicou. As aulas acontecem no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e já existem grupos também no ABC paulista, em Salvador e até em Los Angeles.

Lá fui eu testar a aula – junto com jornalista e amiga Angélica Banhara e a designer Letícia Margutti. Apesar de termos a atividade física incorporada em nossa rotina – eu corro há nove anos, a Angélica faz ioga há 12 anos e a Letícia é uma esforçada praticante de musculação –, deu um friozinho na barriga antes de encarar o treino power do Mahamudra. O instrutor Fábio Jobim nos tranquilizou. “Pessoas de todos os níveis podem fazer. Estimulamos o aluno a dar o melhor de si, mas cada um segue no seu limite”, disse.

 A aula que experimentamos leva o nome de “murphy” e é uma espécie de teste usado no crossfit, para avaliar a força e a resistência. A proposta era correr 1,6 km, fazer 300 agachamentos, 200 flexões de braços e 100 flexões na barra – divididos em 10 séries de 30, 20 e 10 repetições – e terminar com mais 1,6 km de corrida. Tínhamos 45 minutos para tentar fazer o máximo possível dessa programação. Logo a galera começou a se movimentar e fomos atrás. Eu, que nunca havia conseguido fazer flexão na barra, adorei a “ajudinha” que o professor deu colocando um elástico (formando um balanço) para auxiliar no impulso – e me empolguei. Mesmo sendo um treino puxado, nem pensamos em desistir. Acho que ver todo mundo lá, ralando e suando com determinação, nos contagiou – e essa vibe parece ser um diferencial da modalidade. “No Mahamudra é um por todos e todos por um”, argumentou Jobim. “Malhar ao ar livre tem uma energia diferente: dá ainda mais disposição”, disse Angélica. 

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Foto: Lu Cristhovam

 Todos os treinos têm uma pegada militar, mas o roteiro é sempre diferente. O aquecimento, por exemplo, pode ser feito com séries de polichinelos e corrida em rampa. A parte principal consiste em corrida, abdominais, flexões, agachamentos, levantamento de peso, circuito, enfim, exercícios intensos e variados. No final, vem o relaxamento, a reflexão e cada aluno é estimulado a dizer uma palavra que represente aquele momento. A minha foi “superação”. “Como no crossfit, a vantagem do Mahamudra é o elemento surpresa, porque uma aula nunca é igual a outra. Sem falar que fiquei toda dolorida – aquela dor do bem, de corpo trabalhado porque mudou o tipo de estímulo”, completou Angélica.

Apesar da intensidade do treino, saímos de lá bem, mais dispostas para encarar o dia e confiantes de que sempre podemos melhorar.

O abdômen trincado? Bom, isso só com o tempo e muita dedicação, além, é claro, de uma dieta balanceada. 

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(*) Matéria originalmente publicada na revista BOA FORMA (outubro 2014)

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