… completei minha sexta Meia Maratona…

Guariba1Este ano foi a quarta: a primeira em SP (março); a segunda no Rio (junho); a terceira em São Bernardo do Campo (agosto) e a agora em Guariba, interior de SP.

Além dessas provas, completei uma Maratona (Porto Alegre, em maio) e pelo menos três corridas de 10 K (Cidade de SP, em janeiro; Circuito das Estações, junho; Nike, agosto). Fazendo as contas, só em competições, rodei a impressionante marca de 156 km!

Tomando como base 6 minutos por km (faço um pouco menos, mas para facilitar o cálculo vou deixar 6), foram 936 minutos ou mais de 15 horas correndo pra valer!!!

Mas quero contar o quanto foi legal a XXV Meia Maratona Rústica de Guariba – prova comemorativa dos 113 anos da cidade. 

Tudo começou com um email que recebi da Runner Brasil, falando da corrida. O que me chamou a atenção foi o estilo da prova: 3 Km pelas ruas da cidade em direção ao setor rural, percorrendo 15 Km por estradas de terra, voltando ao perímetro urbano percorrendo mais 3Km 100 metros até o ponto de chegada.

Vi que a cidade ficava a pouco mais de 300 km de São Paulo – longe, mas nem tanto. Cheguei a comentar com o Tomaz, da Contra Relógio, que participaria da prova e ele disse que eu me sentiria como a Maria Zeferina Baldaia correndo entre os canaviais. Fiquei ainda mais empolgada.

E valeu muito. A cidade é pequena, mas uma graça. Fiquei hospedada no Hotel Varanda, com uma calorosa recepção do Sr. Isauro – uma figura!

De manhã cedo, só corredores tomando café da manhã. Tudo pronto, fui para a largada, que ficava a uns 10 minutos do hotel e fui trotando para aquecer. Sorte que o dia amanheceu nublado, com um pequeno chuvisco, pois a temperatura local até uns dias atrás beirava os 35 graus.

A retirada do kit era feita na hora, tudo sem complicação. OK, a prova era pequena, com cerca de 800 inscritos.

Adorei o clima acolhedor do local, com a essência do corredor, aquele que gosta de correr de verdade, independente de ter treinador, tênis e roupa de marca. Aliás, era raro ver grifes esportivas ali.

A gente que está acostumado a grandes provas, a largar em blocos, de acordo com o ritmo que se pretende correr, se diverte com uma corrida como a de Guariba.

No palco, o mestre de cerimônia pedia que as mulheres se posicionassem à frente dos homens para a largada. E uma vez tudo mais ou menos organizado, um cara deu a largada gritando assim: “valendo!”

Saímos. Foram 3 rápidos kms pela cidade. Daí entramos na zona rural. Uma verdadeira viagem de 15 km pelas plantações de cana de açúcar. Um silêncio, uma paz, natureza a perder de vista. E uma vez mais agradecemos pelo frescor da manhã – já imaginou esse caminho debaixo de sol forte?

Um percurso difícil, com algumas subidas puxadas e, no final, com um trecho chamado de “tobogã” – devido a seu sobe e desce.

No meio do caminho, algumas conversas com grandes corredores – eu adoro esse contato. A maioria de cidades da região – ninguém de São Paulo.

Lá pelo km 12, passei a conversar com o senhor Divaldo – 60 anos, firme e forte, que me contou sua história. “Eu estar aqui hoje é um milagre. Tenho 40 anos de atletismo, mas fui atropelado em março e pensei que nunca mais ia andar, quanto mais correr. Hoje o que eu quero é completar a corrida, até porque vou ser homenageado por ter participado de todas as edições da prova, desde seu início”. Ele não só completou, como completou muito bem, abaixo de duas horas – bem na minha frente.

O papo com o sr. Divaldo rolou acho que até o km 15, quando me empolguei conversando com outro corredor – maratonista de São José do Rio Preto. Isso até chegar o “tobogã”. Eles seguiram e eu fui ficando, sendo alcançada e ultrapassada por uma corredora de Bauru.

Nos três últimos kms voltamos a rodar na cidade. Algumas pessoas nos assistindo. Às vezes eu acenava para elas e recebia um sorriso de volta.

Quando eu e uma outra corredora passamos por uma rua, um garoto disse: “Por serem mulheres, vocês estão muito bem”. Mais adiante, um grupo de crianças gritou: “Vai tia, vai”.

Na reta final, peguei “carona” na companhia de um guarda civil corredor de Guariba – pai de três filhos e orgulhoso por seu caçula também gostar de corrida. Cruzamos a chegada quase juntos.

Completei a XXV Meia Maratona de Gariba em 2h02m. E ficou o gostinho de quero mais. ADOREI e recomendo a todos que queiram fazer uma prova diferente.

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