… quero continuar baixando meu recorde pessoal…

cronoHoje fiz a corrida de Inverno do Circuito das Estações Adidas 10 K, na região do Pacaembu, em São Paulo, convidada pela assessoria de imprensa do Hospital Nove de Julho.

Completei em 53m35s, um ritmo médio de 5:22 min/km

De manhã, quando acabei a prova, cheguei a ficar “chateada” achando que, uma vez mais, não tinha conseguido baixar meu recorde pessoal. Mas agora, revirando meus resultados anteriores, a surpresa: bati, sim, meu recorde pessoal nos 10 K – que até então era 53m55s, na prova XI Troféu Cidade de São Paulo, em janeiro deste ano.

Evento CIRCUITO DAS ESTAÇÕES ADIDAS – INVERNO

Número de peito 779 Categoria F4044 Equipe HOSPITAL 9 DE JULHO

Tempo Final  00:53:35.95  

Classificação Total 1628 Classificação na Categoria 28 Classificação por Sexo 137

Pace Médio 00:05:22 Vel. Media(KM/H) 11,19

Foi uma corrida especialmente feliz, de grandes reflexões. Para explicar o porquê, começo com um breve relato sobre ontem.

Tinha de rodar 14 K, na USP, e a idéia era ir a 6 minutos por km. Nos primeiros 7 km, ok. Depois, o ritmo caiu. Percebendo isso, passei a me perguntar: o que me impede de ir mais rápido? o que me impede de ir mais além? E a resposta era: uma leve dor na planta do pé e cansaço. Meu treinador até estranhou essa queda de rendimento. Enfim, terminei o treino, passei uma tarde de sábado bem agradável e não tinha a menor idéia de como me portaria na prova do dia seguinte – se bem que aquela voz interna já soprava que amanhã seria um outro dia, capaz de boas surpresas.

Com o friozinho da manhã de domingo, enrolei para levantar e até senti uma rápida tontura. Me preparando para a corrida, cheguei a pensar: “ah, sou convidada do Hospital 9 de Julho, então se eu passar mal na prova eles vão cuidar bem de mim” (rsrsrsrs).

E lá fui eu. Engraçado que quando chego na prova, tudo melhora. Não doía pé, não tinha tontura e até o frio não incomodava.

Larguei mais forte do que o de costume (seguindo orientação do meu treinador) e pensando “é hoje!” O primeiro km completei em 5m09s. No segundo km, fiz exatamente igual ao anterior, passando com 10m18s. No terceiro, com a subidinha rumo ao Minhocão, o ritmo caiu. Daí veio de novo aquele questionamento do treino do sábado: o que me impede de ir mais rápido? o que me impede de ir mais além?

Respondi a mim mesma: dores eu não sinto, o que me falta é fôlego. Poderia escolher diminuir ou cutucar o meu limite. Fui me mantendo, querendo reduzir um pouco. Lá pelo km 5, uma vez mais a pergunta: o que me impede continuar nesse ritmo ou até ir mais além? A esta altura a resposta era: nada me impede, portanto, corra, saia da zona de conforto, vá mais além.

Fui numa tocada tão boa, com passadas largas, acreditando que esse era o dia de baixar os 10 K. Ralei muito (porém não me senti extenuada e tão pouco com dores musculares) e por isso me “decepcionei” quando vi o tempo que tinha feito. Pensei: quando é que vou conseguir?

Foi uma cobrança exagerada, eu sei. Mas passou rápido. Corrida para mim é prazer, é bem-estar. Mas também tem o lado competitivo, que usado de maneira positiva faz bem, me faz querer progredir.

Gostei desses questionamentos que surgiram. Vou seguindo fielmente os treinos, trabalhando o condicionamento físico, me esforçando para conseguir melhores resultados. Mas a parte psicológica também precisa ser lapidada. Não, eu não sou uma louca que só pensa em corrida, nem estou me achando “a atleta”. Só quero ir além. Na corrida e na vida.

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