“… preciso ter um coração que funcione bem para cuidar de três crianças…”

bonner1“Hoje, para correr sou capaz de acordar mais cedo ou dormir bem menos. Mas nem sempre foi assim. Eu passei parte da minha vida com um histórico de sedentarismo que eu achava incorrigível. Até 1997 eu fumava, mas larguei o cigarro quando a Fátima (Bernardes, sua esposa) engravidou. Passei a comer muito mais e a beber mais, porque descobri os prazeres do vinho quando viajei para a França, na Copa do Mundo de 1998. Cheguei a pesar 98kg. Em março de 1999, fui a um endocrinologista para controlar meu peso. Comecei a reeducar minha alimentação e decidi andar diariamente. Passei a caminhar mais rapidamente e tive vontade de correr um pouco. Mas morria de medo! Tinha fumado durante 10 anos, era sedentário, pensava “meu Deus, posso morrer!” Então fiz um check-up, vi que estava tudo bem. Eu fazia uma caminhada na ida e um trote na volta. Depois queria trotar um pouco antes da hora da volta. Quando eu vi, estava correndo. Minha meta é treinar cinco vezes por semana, na esteira ou no calçadão, na praia, mas sem roubar o tempo que tenho com meus filhos e com minha esposa. Em algumas semanas, o trabalho aperta e passo 12h por dia aqui na Globo. Para compensar a falta de treino, eu dou pelo menos um pique no corredor antes de me trocar para o jornal e já sinto um prazer absurdo.A atividade física regular me proporcionou uma disposição maior para tudo. E mudou minha forma de encarar a vida. Antes, eu tinha a tendência a achar que as coisas não dariam certo. Entre aqueles dois personagens de desenho, o Lippy e o Hardy, eu era o Hardy, ‘oh vida, oh céus…’ Quando alguém me convidava para ir a um show, eu dizia: ‘não vai dar tempo, não vai ter ingresso, não vai ter lugar pra estacionar o carro…’ Eu era assim. Hoje, me tornei uma pessoa mais positiva. Um dia, eu estava correndo na esteira, escutando música e pensei ‘só sei que sou uma pessoa feliz’. A corrida é uma revolução na minha vida, porque permite que eu me conheça, reserve um tempo para mim. Isso é fundamental.”

Trecho do depoimento de Willian Bonner, jornalista da Rede Globo, para a revista O2

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